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Transcrição

60:03

A linguagem corporativa

60:10

Vou, vou, vou.Como é que viver em tantos sítios te ajudou a aprender a “língua” de cada empresa?

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É algo de que me fui apercebendo ao longo do tempo porque,desde pequena, por causa do trabalho do meu pai, viajámos para o estrangeiro.

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Quando chegas a um sítio novo, tens de aprender a língua e fazer amigos.

60:30

A primeira mudança foi de Itália para Inglaterra,bem, para o País de Gales, quando tinha 11 anos.

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Talvez tenha sido a mudança mais impactante, porque nunca antes tinha saído de um ambiente controlado de casa, família e amigos.

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A partir daí, tens de aprender o código para comunicar com outras crianças e com os professores, numa língua completamente desconhecida.

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Foi muito estimulante e é um período de que me lembro vivamente.

60:59

Permitiu-me abordar de forma muito mais madura a mudança seguinte.

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Além do facto de eu ser um pouco mais velha, tinha 14 anos, quando cheguei no País Basco, vinda do País de Gales.

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Aí, tive de aprender espanhol e, claro, o código cultural e social do lugar. É um contexto muito semelhante ao que vives quando mudas de empresa:tens de te dares a conhecer, ganhar respeito, aprender a linguagem corporativa. Porque, independentemente de falares uma língua,cada empresa tem o seu próprio código, não só em termos de jargão e palavras específicas, mas também na forma como aborda as pessoas.

61:38

Por isso, compreender esta “fotografia”, pôr as coisas em perspetiva,saber que toda a gente na empresa é essencial para a nossa evolução e que o papel que cada pessoa tem é fundamental para termos o maior impacto.

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A conclusão a que cheguei muitas vezes é que o meu background pessoal, o que vivi na minha infância,ajudou-me a adaptar-me a diferentes cenários de negócio.

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E penso — talvez soe um pouco fatalista — que isso é, de certa forma, a chave do meu desenvolvimento profissional.

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Cada empresa tem o seu código, obviamente também muito influenciado pelo setor: o setor da moda, dos serviços, da distribuição alimentar ou o farmacêutico — são setores completamente diferentes.

62:31

Talvez a referência fosse também à língua, não é?

62:34

Ou seja, a língua dos diferentes lugares é como a língua dos diferentes setores.

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Exato!O que dizes e como o comunicas.Também confirmei isto na fase mais recente, na startup onde trabalho como consultora, a Back2Life, dedicada a suplementos alimentares, a viver a vida ao máximo;é um conceito de marca de lifestyle.

63:00

Faz sentido que a comunicação esteja muito alinhada com a marca,mas também porque o setor é diferente.

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Falo com farmácias, fornecedores, distribuidores.

63:11

Não tem nada a ver com o mundo da moda, por isso tens de te alinhar com tudo isto, garantir que ganhas o respeito das pessoas, mesmo sendo relativamente nova nesta área.

63:23

Quanto mais depressa perceberes e falares a linguagem delas, mais depressa vais atingir o teu objetivo e ter maior impacto.